NOTÍCIAS
Governo
turco proíbe Pokémon e Brasil discute o assunto.
Luis
Eduardo, deputado do PDT carioca, propõe a proibição
de desenhos animados violentos.
O
desenho que se tornou febre entre as crianças de todo
mundo, o Pokemón, e seus 150 monstros foram banidos da
Turquia, depois que o ministro da Saúde turco, Osman
Durmus, relacionou os desenhos ao fato de duas crianças,
em locais diferentes daquele País, terem se jogado da
varanda de altos prédios, pois acreditavam ter os mesmos
superpoderes dos personagens da série japonesa.
No
Brasil, o assunto também começou a incomodar o
deputado federal Luiz Eduardo (PDT/RIO), que criou o projeto
de lei 762/99, proibindo desenhos violentos na televisão,
depois de observar detalhadamente as reações de
sua filha de seis anos.
Na
Turquia, o comitê de censura ordenou ao canal ATV que
deixe de exibir a série Pokémon e o Alto Conselho
de Televisão e Rádio puniu o canal, deixando-o
fora do ar durante um dia.
O
desenho japonês é exibido em 60 países e
a Turquia seria o primeiro país a proibi-lo. Esse fato
foi o principal argumento do diretor da ATV, Zuhtu Sezer, preocupado
também com o impacto que essa medida possa ter nos esforços
para que a Turquia faça parte da União Européia.
"Onde está a liberdade de expressão?",
protesta.
Para
o deputado brasileiro Luiz Eduardo, a série japonesa
é a responsável pela alteração de
comportamento de sua filha de seis anos, uma tese que foi tomando
corpo na medida em que o deputado acompanhava matérias
sobre o impacto negativo destes desenhos em crianças
australianas e norte-americanas.
"Todas
as histórias desta série tem a luta como base.
É muito diferente de um desenho do Pernalonga, por exemplo",
acredita. O deputado conta que conseguiu, depois de muita conversa,
convencer a filha a não assistir mais ao Pokémon.
"Minha filha mudou depois disso; chora menos e deixou de
ser agressiva", garante o parlamentar.
Primeiro
Round: O deputado lamenta que a Comissão de Seguridade
Social Família, no Congresso Nacional, tenha rejeitado
seu projeto de lei. O relator da Comissão, deputado José
Linhares (PPB-CE), acredita que a proposta é inconstitucional,
já que as leis brasileiras vedam qualquer tipo de censura
de natureza política, ideológica ou artística.
Mas o assunto não vai parar por aí.
O
projeto foi aprovado pela Comissão de Ciência e
Tecnologia, Comissão de Informática e sua constitucionalidade
estará à prova em outra comissão, a de
Constituição e Justiça e de Redação.
Se for aprovada, o projeto contra desenhos violentos será
votado em Plenário. Os desenhos japoneses prometem começar
uma nova batalha jurídica envolvendo TV e crianças.
Voltar